Associação Florestal do Cávado com apoio do Município de Braga para nova equipa de sapadores permanente.

O Município de Braga formalizou o apoio à candidatura para a constituição de uma equipa permanente de Sapadores Florestais no concelho, apresentada pela Associação Florestal do Cávado. A declaração de compromisso assinada esta segunda-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, garante todo o apoio do Município à criação desta equipa com o intuito de diminuir o risco de incêndios e contribuir para a valorização do património florestal do concelho.

A área de intervenção proposta na candidatura incide sobre os perímetros florestais do Bom Jesus e do Sameiro, espaços que apresentam enorme importância não só a nível florestal, mas também no plano paisagístico, cultural, religioso, turístico e ambiental, cuja proteção e preservação é considerada uma prioridade em termos de defesa da floresta contra incêndios.

A constituição de uma equipa de Sapadores Florestais no concelho irá contribuir decisivamente para a diminuição do risco de incêndio numa área sensível e recorrentemente afetada por incêndios, aumentando significativamente a resiliência do território aos incêndios florestais.

A comprovar a importância desta área florestal, destaca-se a candidatura a Património Mundial da Humanidade da Unesco, que integra todo o conjunto arquitetónico e paisagístico do Bom Jesus do Monte, onde se destaca a basílica, os escadórios, o funicular e um espaço florestal com 25 hectares. Para além desta área, a proposta da Associação Florestal do Cávado inclui o Santuário do Sameiro, o monumento em honra do Coração Eucarístico de Jesus e a Capela de St.ª Marta, espaços de peregrinação e de grande interesse para o turismo religioso, com especial enfoque no Verão.

Face a estas características ímpares e à sua sensibilidade, esta é uma área já classificada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil como sendo prioritária para a intervenção com meios aéreos, estando inclusive sinalizada como área de ‘Perigosidade Alta e Muito Alta’ de incêndio florestal. Esta é também uma área que apresenta um risco elevado pela proximidade a áreas florestais dos concelhos vizinhos de Guimarães e Póvoa de Lanhoso.

Nos últimos anos tem-se verificado nesta zona um elevado número de ocorrências, contabilizando-se grandes áreas ardidas, como no ano transato cuja área ardida foi superior a 500 hectares, pelo que se reveste de especial importância o reforço da prevenção e vigilância deste espaço florestal, facto já identificado no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).

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